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Perfil do empreendedor brasileiro

DATA: 18/05/2017

Ter o próprio negócio é o quarto maior sonho dos brasileiros, segundo o GEM. O desejo está atrás de “Viajar pelo Brasil”, “Comprar a casa própria” e “Comprar um automóvel”. Fazer carreira em uma empresa é o oitavo maior sonho, para efeito de comparação.

36% das pessoas entre 18 a 64 anos tinham um negócio ou estavam envolvidas na criação de um durante 2016 – o que se traduz em 46 milhões de brasileiros.

Esse número é o segundo maior da série histórica, segundo o Sebrae. Ele é menor apenas do que o visto na pesquisa feita em 2015, quando 39,3% da mesma população empreendia.

Entre os empreendedores em começo de jornada, houve um ligeiro aumento no empreendedorismo por oportunidade – de 56,5% dos empreendedores para 57,4%. “Isso denota uma melhoria na percepção de oportunidades entre aqueles que estão em etapas iniciais de estruturação de um empreendimento”, diz Domingos.

Mas, de maneira geral, esse tipo de empreendedorismo caiu. “De 2015 para cá, identificamos uma queda na taxa do empreendedorismo por oportunidade. Entre 2012 e 2014, a taxa de empreendedorismo por oportunidade girou em torno de 70%. Em 2015, ela caiu para 56% e, em 2016, teve uma ligeira melhora, passando para 57%.”

Para o presidente do Sebrae, o alto nível de empreendedorismo por necessidade nos últimos dois anos pode ser explicado pelo aparecimento da crise econômica no país – o que também afetou a renda, como vimos no começo do texto.

“Com o aumento do desemprego e com a perda do poder aquisitivo, muitas pessoas começaram a procurar o empreendedorismo como complementação de renda ou como opção de renda. Quando o desemprego aumenta, é natural que a taxa de empreendedorismo por necessidade cresça e que caia o empreendedorismo por oportunidade.”

Para aumentar a renda dos donos de negócios e estimular o empreendedorismo por oportunidade em curto prazo, o presidente do Sebrae afirma que a recuperação da economia brasileira seria imprescindível.

“Em médio e longo prazo, o aumento da escolaridade média dos empreendedores tende a favorecer este processo de recuperação. Finalmente, mais investimentos em qualificação dos empreendedores tende a favorecer o próprio processo de introdução de novos produtos e processos.”

 

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